21 de agosto de 2010

Seu direito começa onde o meu termina. Como assim?

Se todos tivéssemos uma educação jurídica de base acredito que tudo seria diferente. Haveria menos conflitos, menos homicídios, menos processos, menos leis, menos stress, e mais respeito ao próximo.

Volto a bater na mesma tecla “educação”, isso porque vira e mexe a gente acaba se esbarrando na falta da bendita educação. É verdade!

Outro dia ouvi duas pessoas conversando e uma disse a outra: “ seu direito começa onde o meu termina”. Que absurdo pensei eu. Como assim? me revoltei, no entanto me contive, é claro, pois não fazia parte do diálogo. Mas me entristeceu o fato de as pessoas serem tão arrogantes ao ponto de acharem que só porque tem “direitos” podem se impor sobre tudo e todos e geralmente são as mesmas pessoas que esquecem os seu deveres.

Esquecem ou não sabem ou fingem que não sabem que o bem estar coletivo tem que prevalecer sobre o individual, caso contrário tudo virará um caos num futuro bem próximo. Quando observamos as nossas vidas urbanas percebemos que o espaço antes abundante está diminuindo a passos largos. O trânsito está mais caótico, os engarrafamentos parecem intermináveis, as filas passaram a nos acompanhar em qualquer lugar que a gente ande, e a nossa casa ficou menor.

Nosso vizinho está mais próximo. Estão construindo apartamentos cada vez menores, para caber um número maior de pessoas, num espaço reduzido.

Vejo uma grande oportunidade de exercitarmos algumas medidas básicas: EMPATIA, TOLERÂNCIA E PACIÊNCIA.

O que deve ficar claro é que todos temos direitos disponíveis e indisponíveis, eles não acabam quando o da outra pessoa começa, eles precisam viver juntos. E para tanto precisamos respeitar os limites da boa convivência em comunidade. O fato de eu ser proprietária de algo, não me dá direitos absolutos sobre o mesmo, precisamos entender que o aspecto individualista deve curvar-se ao social, pois somente desta maneira será possível assegurar à harmonia nas interações pessoais.

Trocando em miúdos, não posso obrigar meu vizinho a gostar do meu cachorro e ter que aturar os seus latidos o dia inteiro ou conviver com suas sujeiras em sua grama. Não precisaria ter lei do idoso, Maria da Penha, avisos como “obedeça à fila” e outras do tipo se praticássemos mais a EMPATIA.

A base da educação está dentro de casa. Precisamos ser exemplos para nossas próximas gerações. Temas como cidadania, moral, ética, reciclagem, futuro, drogas, direção defensiva precisam fazer parte das discussões do dia-a-dia dentro de casa.






Um comentário:

  1. Valéria,
    Já pensaste minha amiga, se nesse mundo doido que vivemos não existissem pessoas pensantes e empáticas?Como seria?????????????????????
    Fica aqui registrado meu apelo;Por favor mais Valérias neste mundo srsrsr
    A maneira que abordaste o tema foi de uma clareza impressionante.
    Amei.
    Bjs
    Ida

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